Lá vamos nós, de carro, pelas ruas de Pelotas. Uma tarde ensolarada, bonita. A gloriosa maratona de entrega de convites. Coisa boa demais.
Eis que surge uma esquina na rua Marcílio Dias. Dobramos à esquerda, no posto, na Colina do Sol, e logo em seguida está lá: uma gigante casa amarela. Paramos. Descemos.
A Mari já abriu o sorriso e tocou a campainha. Uma senhora, de uns 60 anos, abre a porta. Logo, percebi na face dela a estranheza com aquele casal, parado em frente à casa dela, e com um convite na mão. Mas, a minha noiva sabia (ou não) onde estava. Estufou o peito, a Mari, e largou:
Oi(iiiiii), a Lina está?
Lina?, diz a mulher. Não mora nenhuma Lina aqui.
Ué, diz a Mari. Mas então faz pouco que vocês mudaram?
Olha. Pelo menos uns 12 anos, rebate a senhora.
Iiiii. Acho que me enganei, então. Desculpa.
Que nada, finaliza a mulher – tentando ser simpática.
Saímos com passos vagarosos. A cena de nós dois nos afastando da senhora de uns 60 anos parecia em câmera lenta. Sem pressa, entramos no carro. E o riso explodiu. Gargalhadas. Era uma boa história para contar. Um rico dum quadrinho.
Um último detalhe: a Mari já tinha me mostrado pelo menos umas duas vezes àquela casa amarela gigante como sendo a da Lina.
Lina? Cadê você? Não sabemos onde entregar o convite.

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